O pequi é realmente um fruto típico do Cerrado com características nutricionais interessantes, e estudos recentes apontam efeitos bons para vários órgãos — rins, coração, fígado — embora grande parte das evidências sejam ainda iniciais.
Óleo de pequi testado em ratos mostrou diminuir marcadores de inflamação sistêmica e proteger o tecido renal contra danos induzidos por toxinas ou por enfermidades metabólicas.
Análises anteriores indicaram ação antioxidante, anti-inflamatória e efeitos protetores cardiovasculares em modelos animais.
Estudo de 2016 apontou que o óleo de pequi reduziu lesões pré‑tumorais no fígado em camundongos.
O pequi é rico em:
Carotenoides (betacaroteno, luteína, zeaxantina) — que têm ação antioxidante.
Vitaminas A, C, E.
Minerais como potássio, magnésio, cálcio.
Fibras.
Gorduras boas, com cerca de ácido oleico (ômega‑9), que ajudam no perfil lipídico.
Proteção renal: reduzir dano renal em modelos animais, especialmente em situações de estresse oxidativo ou toxinas.
Saúde do coração: melhorar perfil lipídico (reduzir LDL, triglicerídeos), ação antioxidante e anti‑inflamatória ajudam a prevenir doenças cardiovasculares.
Fígado: possível efeito protetor contra lesões pré‑tumorais, danos induzidos por agentes tóxicos ou metabólicos, em modelos animais.
Muitos estudos são feitos em animais, ou in vitro; há pouquíssimas evidências em humanos até agora. Isso significa que os efeitos observados podem não se reproduzir da mesma forma em pessoas.
O pequi possui alto teor de potássio. Em pessoas com doença renal crônica (DRC) ou com função renal comprometida, o excesso de potássio pode ser perigoso.
Também é calórico e contém gorduras, embora as “gorduras boas”. Em dietas de controle de peso, ou em quadros com risco cardiovascular elevado, moderação é importante.
O óleo de pequi pode ser mais concentrado, logo pode causar efeitos mais fortes — para o bem ou para o mal. É importante não exagerar.


