O caso do menino Benício Xavier, de 6 anos, que morreu após receber uma aplicação incorreta de adrenalina em um hospital de Manaus, chamou atenção para os riscos do uso do medicamento quando administrado de forma inadequada.
Segundo especialistas, a adrenalina é um remédio essencial em situações de emergência, como paradas cardíacas e reações alérgicas graves. No entanto, quando aplicada de maneira errada, especialmente pela veia sem indicação correta, pode provocar aumento da pressão arterial, aceleração dos batimentos do coração, arritmias graves e até parada cardíaca.
No caso de Benício, a criança entrou no hospital com suspeita de laringite, mas recebeu dose intravenosa de adrenalina, o que não era indicado para aquela situação, segundo relatos médicos.
Médicos alertam que o medicamento só deve ser usado por profissionais habilitados, na dose correta e pela via adequada, pois o uso incorreto pode colocar a vida do paciente em risco.
A adrenalina (ou epinefrina) é um hormônio e também um medicamento usado em situações de emergência. Ela age rapidamente no corpo, acelerando o coração, aumentando a pressão arterial e abrindo as vias respiratórias.
Ela é indicada principalmente em:
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Parada cardíaca
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Choque anafilático (reação alérgica grave)
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Crises graves de asma
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Situações extremas de choque circulatório
O uso de adrenalina pode ser perigoso quando:
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É aplicada na dose errada
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Pela via errada (como na veia sem indicação)
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Em pacientes sem real necessidade do medicamento
Os riscos incluem:
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Arritmias cardíacas
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Aumento brusco da pressão
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Infarto
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Parada cardíaca
A adrenalina não deve ser usada sem indicação médica e só deve ser aplicada por profissionais treinados.


