O Brasil recebeu o primeiro lote do medicamento trastuzumabe entansina, que já está incorporado ao SUS desde 2022, para o tratamento de câncer de mama HER2‑positivo.
Nesta primeira remessa chegaram 11.978 unidades do medicamento (com doses de 100 mg e 160 mg).
Ao todo serão entregues quatro lotes: o próximo em dezembro de 2025, outro em março e outro em junho de 2026.
O governo afirma que os insumos comprados atenderão 100% da demanda atual do SUS para esse medicamento.
Para 2025, estima-se que 1.144 pacientes serão beneficiados com esse tratamento no SUS.
O investimento federal total é de R$ 159,3 milhões para a compra de 34,4 mil frascos‑ampola (17,2 mil unidades de 100 mg + 17,2 mil de 160 mg).
Segundo o diretor do Departamento de Atenção ao Câncer do Ministério da Saúde, José Barreto Campello Carvalheira, esse medicamento poderá reduzir em até 50% a mortalidade em pacientes com câncer de mama HER2‑positivo.
O medicamento será distribuído às secretarias estaduais de saúde, que farão a entrega às pacientes conforme os protocolos clínicos vigentes.
O trastuzumabe entansina (também conhecido como T‑DM1) é uma terapia de “antígeno‑vírico” para tumores HER2, usada quando a doença persiste após tratamentos iniciais. Sua incorporação representa avanço na disponibilidade de terapias de alto custo no SUS.
A previsão de redução de mortalidade de até 50% é uma promessa significativa, o que pode fazer diferença na sobrevida e qualidade de vida dessas pacientes.
Ao garantir que o SUS tenha insumos suficientes para atender a demanda, evita‑se que pacientes enfrentem atrasos longos ou falta de medicamento em momentos críticos do tratamento.
A iniciativa também traz um aspecto de negociação: o ministério afirma que negociou preços cerca de 50% abaixo do mercado, o que gerou economia estimada de R$ 165,8 milhões.


