A vacina chamada Butantan-DV, desenvolvida pelo Instituto Butantan, recebeu o registro da Anvisa, tornando-se a primeira vacina do mundo contra a dengue em dose única.
A aprovação formal envolve a assinatura de um Termo de Compromisso com o Butantan, procedimento administrativo que permite a liberação definitiva das doses.
Até então, as vacinas disponíveis exigiam múltiplas doses — o que tornava a logística de imunização mais complexa e dificultava a cobertura vacinal. A dose única simplifica muito o esquema.
Estudos clínicos de fase 3 indicaram eficácia bem significativa: a vacina mostrou proteção robusta contra a dengue, inclusive reduzindo risco de hospitalização e casos graves.
A produção em larga escala da Butantan-DV já foi anunciada. O plano é produzir milhões de doses e disponibilizá-las através do sistema público, o SUS.
A expectativa é que as doses comecem a ser ofertadas entre 2026 e 2027, com cerca de 60 milhões de doses por ano para a população elegível.
A faixa etária considerada abrange de 2 a 59 anos.
Em um país como o Brasil, com histórico de surtos de dengue — especialmente em regiões tropicais e urbanas —, uma vacina eficaz e de dose única pode facilitar campanhas de vacinação mais amplas e eficazes.
A dose única deve facilitar a adesão da população, reduzir faltas à segunda dose e melhorar a cobertura vacinal.
É um avanço estratégico, tanto em prevenção de doenças quanto em logística e capacidade de resposta a epidemias de dengue.


