Victor Santos afirmou que o Estado do Rio de Janeiro “vive um estado de guerra”, em referência à atuação das organizações criminosas nos territórios.
Segundo ele, são cerca de 9 milhões de metros quadrados de desordem urbana somente nos complexos do Complexo do Alemão e da Complexo da Penha, com “becos intransitáveis, casas irregulares e criminosos que dominam o território”.
Ele declarou: “Sozinho ninguém consegue fazer nada. São quase 1.900 favelas no Rio [800 só na capital], somos o quarto menor estado em área, mas o mais populoso. Não dá para enfrentar isso sozinho.”
Foram reclamados recursos e apoio federal insuficientes — por exemplo, blindados negados, apoio das Forças Armadas inexistente, etc.
A fala evidencia a escala e complexidade do desafio de segurança no Estado do Rio de Janeiro, apontando que não se trata de “problemas pontuais”, mas de territórios onde o Estado convive com fortes resistências e domínio criminoso.
Ao afirmar que “sozinho não dá”, o secretário faz um apelo explícito à articulação entre União, Estado e municípios, além da sociedade civil, para enfrentar as organizações criminosas de forma estrutural.
O reconhecimento de “estado de guerra” ressalta que as operações policiais têm riscos elevados, demanda logística pesada, coordenação múltipla, e que as consequências para a população — como interdições, mobilidade afetada — são maiores.
Essas declarações podem pressionar para mudanças institucionais, orçamentárias e de políticas públicas de segurança — por exemplo maior integração federativa, recursos para operações, inteligência, atuação preventiva nas favelas, urbanismo, etc.


